REP – Segunda edição da Batalha da Rede de Estudos Periféricos agita o Viva Maiobão

No próximo dia 02 de fevereiro, quinta-feira, às 19h, no Viva Maiobão – Paço do Lumiar, vai acontecer a segunda edição do “Batalha da REP” com a participação de oito MC´s e convidados especiais, como atrações: Slam Odara e Mano Magrão. 

A iniciativa é aberta ao público. E a premiação será em dinheiro.

rap é um estilo musical e, para muitos, um estilo de vida que reflete a arte e a luta das classes sociais marginalizadas. Não à toa sua predominância – e origem – é periférica, muitas vezes sendo resgatada como válvula de escape para a juventude marginalizada que, por sua vez, cria discursos que frisam suas vivências comumente discriminadas, defendendo-se do preconceito generalizado e expressando sua resistência social, tudo isso em forma de rima.

No Maranhão, a maior concentração desse tipo de iniciativa é nos guetos da capital, e municípios da Grande Ilha, como Paço do Lumiar, estendendo-se até o município de Rosário e alguns pontos da região da baixada e tocantina. A internet foi a principal disseminadora desse conteúdo, através de vídeos no Youtube.

Para saber mais, sigam o perfil @batalhadomb. Realização: REP – Rede dos Estudos Periféricos.

No detalhe, um dos organizadores, Bruno Irritante.

ORIGEM – Batalhas de rima, de MC, de rap, de hip hop são eventos protagonizados por dois ou mais mestres de cerimônia (MCs) que se enfrentam com rimas improvisadas (freestyle), podendo haver ou não som (beat) e de rodadas (rounds) geralmente estabelecidas pela platéia.

As Batalhas surgiram por volta de 1970, juntamente com o nascimento do rap, no Bronx, periferia de Nova York e berço do hip hop. Na época havia grande índice de criminalidade e foi por isso que Afrika Bambaataa, artista negro, teve a ideia de resolver as brigas de gangue com batalhas de break (modalidade de dança do hip hop). Pensando à frente de seu tempo, Afrika era um idealista que viu em jovens de periferia, em meio a violência, uma esperança: “A meu ver, a cultura hip hop se propõe a unir a humanidade como uma só. Unir o planeta sob um só groove, um movimento. Não existem negros, brancos, altos, baixos, brasileiros, americanos, homens ou mulheres. Somos todos seres humanos”, disse ele, e assim é considerado o pai do hip hop.

No Brasil, popularizou-se na década de 1990, mas só foi reconhecido como evento em 2003 com o surgimento da Batalha do Real, no Rio de Janeiro, a pioneira. Em São Paulo, a Batalha do Santa Cruz deu espaço para Emicida, um dos principais nomes da história do rap no Brasil até hoje e o primeiro a ter reconhecimento no exterior. (http://portaldonic.com.br/)

 

 

 

(Da Redação)

 

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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