Grupos tradicionais de Bumba-meu-boi realizam Batismo na véspera de São João

Boi de Maracanã

Além dos arraiais da cidade, promovidos pelo poder público, existe um calendário cultural que obedece a todo um ritual das manifestações folclóricas, principalmente, os grupos de bumba-meu-boi, que realizam o ciclo de Batismo, Auto e Matança da brincadeira.

E isso é um universo paralelo das apresentações, dos eventos, dos arraiais, e é o que existe de mais rico nesse contexto da Cultura Popular. Esse ciclo segue um rito no seio da brincadeira, em devoção a promessa feita pelos seus devotos ao santo padroeiro, São João.

Boi de Apolônio

E é na véspera de São João, dia 23, que acontece a maioria dos batismos dos grupos de Bumba-boi mais tradicionais. Como o grupo de bumba-meu-boi da Floresta, sotaque da baixada, fundado pelo saudoso Mestre Apolônio Melônio e que agora é presidido com muita competência por Nadir Olga, viúva do Mestre. Nesta quinta-feira, 23, a partir de 23h, os brincantes se reúnem ali na rua Tomé de Sousa, Floresta, Liberdade.

No sotaque da Ilha, o Bumba-meu-boi de Maracanã, presidido por Maria José, tendo à frente o cantador Ribinha (filho do saudoso, Humberto, o Guriatã) também vai realizar seu Batizado nesta quinta-feira, 23, em sua sede situada na zona rural da cidade. E conforme, sua tradição fará também o cortejo pelas ruas do Maracanã na tarde do dia 24.

Boi de Leonardo

E na rua Alberto de Oliveira, 150, a partir de meia-noite, do dia 23, até o amanhecer, acontece a benção/batismo do Boi da Liberdade, de Mestre Leonardo, sotaque de Zabumba, presidido também por uma mulher, Claudia Regina (filha do saudoso Mestre Leonardo).

Essa é a verdadeira festa!

 

(Texto: Vanessa Serra)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista.
Bacharel em Comunicação Social- Jornalismo com pós-graduação em Jornalismo Cultural na UFMA.

Criadora de conteúdo, roteirista, DJ, colecionadora de discos, produtora artística e fonográfica. Ludovicense, filha de rosarienses. Morou na Cohab, Fé em Deus, Liberdade em São Luís, passou três anos em Codó, e voltou para a capital residindo na Rua Basson (Apeadouro – Bairro de Fátima) e Cohatrac IV. Foi aluna do Colégio Batista.

Gosta de cozinhar. Sempre foi (e pretende continuar sendo) apreciadora da culinária a base de frutos do mar, dos modos e costumes nordestinos; brincante da Cultura Popular e uma assídua frequentadora das mais diversas regiões da Ilha de São Luís e do Maranhão. É autora dos projetos de difusão musical “Vinil & Poesia” e “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”.

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