Claudio Lima inaugura exposição Pássaras de Upaon-Açu na Galeria Hum

Projeto é fruto de suas andanças de bicicleta e caiaque pelos rincões da cidade, florestas
e fragmentos de matas, ouvindo e vendo cantos de aves que registrou em traços e cores.

Outubro chega com a revoada de cores que o artista visual, designer e cantor Claudio Lima apresenta na exposição Pássaras de Upaon-Açu, reunião de 30 ilustrações de pássaras que reproduziu inspirado em suas andanças pelo Araçagy nos últimos dois anos. A mostra será aberta na terça-feira, 18, na Galeria Hum, São Francisco. Na oportunidade haverá também o lançamento das Camisetas Bichas: pipira azul, guatapará (veado mateiro), sapa cururu e guará.
“Desejei conhecer as cantoras pássaras dos arredores da minha morada. O mesmo ar que respiro é o delas. Identificar seus cantos foi um exercício que começou como curiosidade, desenvolveu-se em uma obsessão aguda e tornou-se crônica com o deslumbramento diário”, escreve Claudio Lima sobre Pássaras de Upaon-Açu, que contempla ainda um catálogo com imagens e textos sobre as aves que catalogou.
O projeto abrange uma pesquisa em que o artista reúne o talento para o desenho ao seu dom da voz e da escuta, que ele denomina de seu olhar-audição. Além da exposição, a pesquisa resultou em um catálogo a ser lançado em uma segunda etapa, ainda neste ano.
Ao lado de cada criação, em honra da ancestralidade tupi das pássaras, Claudio Lima registra em destaque o nome com o qual cada uma é conhecida pelos povos indígenas, seguido do nome popular. “Optei por não usar o nome colonial”, diz o artista, que garante conhecer cada pássara pelo timbre, canto, formas e cores.
Portal para a beleza
Foi pedalando pela zona rural nos arredores da Praia da Raposa e explorando de caiaque as águas ao redor da ilha que ele atravessou uma espécie de portal, sem barulho de buzinas, só o canto de todas as pássaras.
“Aprendi que as corruíras têm um canto complexo e que cada indivíduo tem seu próprio canto. Aprendi que todas as passaras cantam; umas mais, outras menos. Mas todas cantam”, afirma.
A ideia do projeto começou a se desenhar na cabeça de Claudio Lima com o canto do pitiguari, que ganhou uma narrativa especial no projeto. E foi seguindo com a pipira vermelha, corruíra, juruviara, cambacica, juriti, suindara, siricora, guriatã, piriguará, bebeô e araçari, dentre tantas outras, numa passarinhada que vive solta pela ilha de São Luís do Maranhão e muitas vezes nem é percebida.
O nome Pássaras é dedicado ao canto da fêmea do pitiguari, que deu ao artista uma aula de interseccionalidade. “O canto dela tem mais variação melódica e é mais longo que o canto do macho”, explica.
Para as ilustrações que integram a exposição Pássaras de Upaon-Açu, Claudio Lima usou caneta hidrográfica com digitalização, vetorização e pintura digital. A impressão é em fine art, com tinta pigmentada (não desbota) em papel canson fosco. Todas as peças têm formato 30 x 30 cm.
Após a inauguração a exposição permanece em cartaz na Galeria Hum, aberta para visitação de segunda a sexta, das 9h às 18h30, e sábado, das 9h as 13h

O QUÊ: Exposição Pássaras de Upaon-Açu, de Claudio Lima
QUANDO: Abertura terça, 18/10, às 18h. até 29 de outubro
ONDE: Galeria Hum (Rua 1, 167 – São Francisco)

 

(Com informações da Assessoria)

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Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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