Sonoridade orgânica e feminina em “Òrìsà”  

Um rito através da Música; um trilha sonora orgânica e dançante; fluída sob os elementos água, fogo, ar, plantas e terra…para acender toda a Natureza que habita em nós! Essa é a tônica da “Òrìsà”, que acontece neste sábado, 10, no Reviver Hostel – Centro Histórico.

“Òrìsà” vem mostrar essa sonoridade dos elementos da Natureza e traduzi-lo através de um ‘set musical’ regido pela intuição e sensibilidade feminina das DJs La Sierra (MA) e Pensanuvem (SP), e no corpo cênico da atriz Claudiana Cotrim (MA).

“Òrìsà” vai começar logo ao final de tarde, como um esquenta aos ensaios dos bois que embalam a temporada junina. A ideia é atiçar essa atmosfera pulsante que traz a força dessa metáfora nagô, uma das mais interessantes para explicar a existência da natureza que há em nós e quem somos: uma cabaça guardando a vida em suas mais diversas manifestações, a  natureza guardando a própria natureza, um fruto guardando seus frutos: os Òrìsà. 

“Quando li sobre “Òrìsà”, numa revista chamada Senso, fiquei encantada, e utilizei o tema para uma das lives, via edital SECMA, que realizei durante a Pandemia; essa será a primeira vez que haverá uma edição presencial dessa festa, e estou muito animada; todas as atrações são mulheres, que expressam o que a natureza feminina tem de melhor, a força intuitiva”, aponta Vanessa Serra (a.k.a DJ La Sierra), idealizadora da iniciativa.

Além do caráter festivo, a mensagem é não somente tratar de “Òrìsà” o que os olhos podem ver, mas de “Òrìsà” o que a mente pode produzir, sentir, tocar, fazer, perceber, ouvir e, sobretudo, realizar. E conectar as pessoas pelas ideias e pela sua própria identidade. 

Esse é um convite imperdível, faça parte dessa experiência ÒRISÀ – um rito através da Música!  Trata-se de uma produção independente, mais informações e compra de ingressos, no valor promocional R$ 15, através do whatsapp 98 99177 2593, ou via direct no Instagram @vanessaserrah. 

Os Òrìsà são recipientes de vida, alegria, felicidade, saúde, naturezas, paixões, lágrimas,  gargalhadas; são tudo o que há de mais humano… 

A DJ paulistana Gabi PensaNuvem está em São Luís (MA) para uma breve temporada de vivência artística e cultural, aproveitando também para conhecer os Lençóis Maranhenses e a cidade histórica de Alcântara. Ela se define garimpeira-feiticeira, discoteca desde 2009, e durante a trajetória, produziu e criou o projeto Macumbia, que teve a primeira edição em 2011 homenageando diversos estilos da música latina. Participa também dos CESTA e Domingaz e Uh!ManasTV. 

A premiada atriz Claudiana Cotrim é natural de São João Batista (MA), formada pelo Centro de Artes Cênicas do Maranhão em 1997, graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Desenvolveu a pesquisa “A autonomia do ator em cena”. Ministra oficinas de teatro e como atriz, seu repertório inclui diversos trabalhos em performances, espetáculos de teatro, oficinas de teatro, de contadores de histórias e de oratória, telenovelas, filmes e preparação de atores. Atuou na novela “Chamas da Vida”, da Rede Record. Na Rede Globo, teve participação nas novelas “Da cor do pecado”, “Ti-Ti-Ti”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge” e “Em Família”. E prepara-se para lançar seu primeiro livro “Poemas Sintéticos”.

A jornalista e DJ ludovicense Vanessa Serra fusiona movimentos sonoros no fluxo de uma linha intuitiva em transições envolventes. É especialista em “warm up”, realiza uma curiosa alquimia musical orgânica criando uma cumplicidade mútua com o público. É colecionadora de LPs, produtora fonográfica do LP “Vinil & Poesia” – Vol. 1, e está sempre presente no ‘line’ dos principais festivais do Maranhão, entre eles, o Zabumbada, Natal Equatorial, Lençóis Jazz & Blues e BR 135, além de participações da Virada Cultural (SP), festas particulares na capital, em Atins (Lençóis Maranhenses) e diversas outras iniciativas. Com os vinis, apresenta o programa Alvorada todos os domingos, de 7h às 9h, na Rádio Timbira. Recentemente, apimentou a noite de lançamento do disco “O Homem que virou circo”, de Marcos Magah, com participação de Zeca Baleiro. E integra o coletivo nacional  Uh!ManasTV. 

 

SERVIÇO:

ÒRISÀ – um rito através da Música!  

DJ La Sierra (MA), DJ Pensanuvem (SP) e performances de Claudiana Cotrim. 

Sábado, dia 10, a partir de 19h, no Reviver Hostel – Centro Histórico. 

Ingresso promocional: R$ 15 (lista amiga)

Informações e compra via whatsapp 98 99177 2593. 

 

PARA SABER MAIS:

Òrisà – Por meio da visão de mundo nagô/iorubá, crê-se que, antes de uma pessoa nascer no  Ayé – mundo dos corpos transitórios, ela escolhe sua cabeça-destino (Orí-inú). A partir  desta escolha feita no Orun – mundo das divindades/ da ancestralidade e das origens – a pessoa é parte da massa cósmica, da massa primordial, da massa ancestral, da massa  Orun, da massa natureza, da massa-raiz, da massa gênese de tudo o que há no mundo,  aqui e lá.  Essas substâncias primordiais, das quais as nossas várias cabeças são feitas, podem ser  vivenciadas em suas manifestações naturais, intrinsecamente, relacionadas à essência e  existência de todo ser vivo: água, vento, fogo, ar, terra, plantas, árvores, rios,  tempestades, raios entre outros elementos naturais.

Essas forças que nos habitam e das quais somos feitos não são adoradas, simplesmente,  como o são, mas, por meio de sua “antropomorfização” mítica passam a serem  adoradas, devido a importância da natureza e da força primordial que nos habita, como  manifestações de seres “superiores” denominados Òrìsà – guardião das cabeças,  cabaças, cabeças-cabaças. 

As cabaças-frutos que crescem em árvores em lugares cujo clima é tropical são  recipientes para água, alimentos, pós, líquidos e para qualquer coisa que elas possam  conduzir e guardar dentro delas, substâncias mágicas e também elementos comuns. 

Nossas cabeças “internas”, como as cabaças, contêm pequenas quantidades de  substâncias sagradas que, a um só tempo, nos diferenciam e nos unem. Ajalá – o oleiro  universal – foi quem manipulou esses elementos e nos fez quem somos. Por isso, na  religião africana, Candomblé é um grande culto à cabeça e a tudo que ela abarca. E todo esse rito pode ser pensado, sentido e compartilhado através da Música. 

(Fonte de pesquisa: https://revistasenso.com.br/2017/06/02/cabeca-cabaca-orisa/)

 

 

(Da redação)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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