Primeiro episódio da nova temporada de Cada Voz apresenta a cantora Alaíde Costa 

Projeto em vídeo da Enciclopédia Itaú Cultural e dirigido pelo fotógrafo Marcus Leoni traz depoimentos de diferentes artistas, que compartilham histórias vividas durante sua carreira. No audiovisual, o público conhece um pouco mais sobre o início do percurso musical de Alaíde, como a primeira vez que subiu ao palco e preconceitos raciais que sofreu nesse caminho.

 

Nesta segunda-feira, dia 13 de novembro, a série do Itaú Cultural Cada Voz volta com novos episódios comandados pelo fotógrafo Marcus Leoni. Ele registra depoimentos de artistas de diferentes áreas, falando sobre suas trajetórias, em vídeos disponibilizados semanalmente. O primeiro desta nova temporada, composta por seis capítulos, é com a cantora Alaíde Costa e estará disponível no verbete dedicado a ela na Enciclopédia Itaú Cultural, https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa457142/alaide-costa.

A cantora carioca começa falando sobre a sua timidez e a primeira experiência em um concurso musical, ainda criança. “Quando tinha nove anos, montaram um circo no bairro onde eu morava e fizeram um programa de calouros”, lembra ela. “O meu irmão mais novo me inscreveu. Eu era muito tímida na época, ainda sou, e disse que não ia, mas ele me ameaçou falando que se eu não fosse, a polícia iria me prender. Aí, tive de participar.” 

Alaíde revela que não passava pela sua cabeça ser cantora. Era a sua mãe quem queria que o fosse. Por fim, incentivada pela família e outros conhecidos, a artista se entregou à música, começando a cantar em programas de auditório, como o de Ary Barroso. Sem saber, marcou o começo da Bossa Nova, principalmente dando voz às composições de Johnny Alf. 

“A Bossa Nova nem nome tinha. Era só uma música diferente que se estava fazendo. Aliás, bendita Bossa Nova, né? Porque foi com ela que consegui mais oportunidades”, fala. “Enquanto eu fui útil, eu estava lá. Aí a Bossa ficou famosa e esqueceram de mim, mas eu segui o meu caminho e estou aqui.”

Na conversa, a cantora fala também sobre a responsabilidade de ser artista e sobre preconceitos sofridos. “Na época, eu era muito ingênua e não percebia. Quando fui chamada para fazer um teste na gravadora Columbia, eu e a Ellen de Lima, um diretor falou que gostou mais de mim pelo que eu estava cantando, mas o outro disse ‘ah, não, mas a outra é mais clarinha’”, exemplifica. “Foi aí que eu me toquei.” 

Hoje, ela soma mais de 60 anos de carreira, segue em plena atividade e confessa ainda se sentir nervosa e ficar com as mãos geladas antes de encarar o palco.

 

Enciclopédia Itaú Cultural

A Enciclopédia Itaú Cultural de arte e cultura brasileira – que completou 20 anos em 2021 e hoje está sob a gestão da Gerência de Informação e Difusão Digital –, é uma referência virtual para pesquisadores, educadores e estudantes. Ela reúne informações sobre artes visuais, literatura, teatro, cinema, dança e música produzidos no Brasil. Ao todo são 220 mil verbetes, entre biografias, análises de obras, informações sobre termos e conceitos empregados no universo da arte e histórico de grupos e movimentos artísticos.

 

SERVIÇO:

Cada Voz, com Alaíde Costa 

Dia 13 de novembro (segunda-feira)

Em https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa457142/alaide-costa

 

 

 

 

(DA REDAÇÃO, com informações da Assessoria)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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