Natura recebe primeira importação de manteiga de cupuaçu cultivada na Amazônia colombiana

A matéria-prima, que tem múltiplas propriedades e benefícios, será utilizada na fabricação de cosméticos da marca.

Prestes a completar um ano de instalação, a cadeia de suprimentos da Natura proveniente da Amazônia colombiana realiza sua primeira exportação de manteiga de cupuaçu para o Brasil. O envio do bioativo ficou a cargo da associação Agrosolidaria Florencia, localizada na cidade de Florencia, capital do departamento de Caquetá, no sul desse país, e tem como destino o Ecoparque da Natura, em Benevides, no Pará. O bioingrediente será utilizado na fabricação de diversos produtos da marca.

A atividade é resultado do acordo de cooperação para o estabelecimento da cadeia de valor de ingredientes naturais amazônicos, firmado no ano passado entre Natura, o Instituto Amazónico de Investigaciones Científicas Sinchi, entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia; a associação Agrosolidaria, e a Associação Cupuaçú de Belén de los Andaquíes (ACBA). O compromisso trata sobre o fornecimento do ingrediente pelo período de, pelo menos, três anos, podendo ser prorrogado. Ao todo, quase 70 famílias trabalham conjuntamente no ciclo produtivo.

A assinatura do contrato de fornecimento entre Natura e Agrosolidaria Florencia conta com a certificação pela União para o Biocomércio Ético (UEBT – The Union for Ethical BioTrade). O selo certifica o fornecimento ético dos bioativos com respeito à biodiversidade e às pessoas pelo biocomércio justo, gerando renda e condições seguras de trabalho para as comunidades de sua cadeia produtiva, mantendo a floresta em pé.  A marca Ekos é uma das únicas do mundo a conquistar a certificação.

A cadeia de suprimentos colombiana é a primeira iniciativa de sourcing da Natura realizada na região amazônica desse país e contou com o apoio de todos os agentes da Colômbia que fazem parte do Programa Natura Amazônia, a Gerência de Relacionamento e Abastecimento da Sociobiodiversidade (GRAS) da Natura, bem como outras áreas de suporte. A iniciativa busca conservar e regenerar a floresta e promover a inclusão social por meio de projetos de sustentabilidade que impactam positivamente o meio ambiente, as comunidades e os territórios.

Para a gerente geral da Natura na Colômbia, Maria Andrea Vargas, a exportação da manteiga de cupuaçu para o Brasil representa o reconhecimento de anos de trabalho na busca pelo fortalecimento das cadeias produtivas amazônicas localizadas no país sul-americano. “Este é um marco para acompanhar e mostrar que é possível desenvolver a economia local na região. Usar a floresta de forma sustentável é lucrativo e este é o começo de uma longa jornada para valorizar e reconhecer os ativos da biodiversidade” aponta.

Cesar Augusto Pulecio, representante da Agrosolidaria, afirma que a primeira exportação traz consigo sonhos e fruto do trabalho árduo de comunidades comprometidas com seu território. “Hoje, confirmamos que estamos no caminho certo e continuaremos a contribuir com toda a nossa capacidade humana e técnica para esta causa”, destaca.

Novas oportunidades para a comunidade

A Natura e o Instituto Sinchi trabalham para fortalecer a cadeia de valor e a capacitação dos produtores da Amazônia colombiana por meio de escolas de campo, abordando conceitos sobre boas práticas, poda, doenças e manejo fitossanitário dos cultivos de cupuaçu, em Florencia. A estratégia garante a qualidade das frutas e a sustentabilidade da rede de fornecimento.

Adicionalmente, a Natura tem contribuído para o fortalecimento das cooperativas e das famílias das comunidades produtoras da Amazônia, não apenas com a compra de insumos, mas também por meio da transferência de conhecimento e orientação permanente durante o processo de exportação de insumos para o Brasil, iniciativas que possibilitam a geração de novas oportunidades. Além da negociação com a Natura, o fornecedor está sendo capacitado para poder exportar e expandir seu mercado, fomentando o crescimento da indústria nacional. As famílias também estão acompanhando as estratégias de conservação e regeneração da Amazônia, através do plantio de espécies amazônicas em Caquetá.

Cupuaçu, fruto tipicamente amazônico repleto de benefícios
O Cupuaçu, também conhecido como copoazú ou cacau branco amazônico, é uma árvore frutífera tropical encontrada na bacia amazônica do Brasil, Colômbia, Peru e Equador. Suas árvores atingem alturas entre 5 e 20 metros com folhas verdes brilhantes. Seus frutos são do tamanho de um melão e têm uma polpa branca, rica em fósforo, pectina e vitamina C. A fruta é conhecida pelo uso culinário, mas a Natura extrai de suas sementes uma manteiga com propriedades altamente hidratantes para a pele.

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de higiene e cosmética. Conta com 2 milhões de consultoras na América Latina, sendo líder no setor de venda direta no Brasil. Faz parte de Natura &Co, resultado da combinação entre as marcas Avon, Natura, The Body Shop e Aesop. A Natura foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação de empresa B no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. É também a primeira empresa brasileira a conquistar o selo “The Leaping Bunny”, concedido pela organização de proteção animal Cruelty Free International, em 2018, que atesta o compromisso da empresa com a não realização de testes em animais de seus produtos ou ingredientes. Com operações na Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, México, Peru e Malásia, os produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as Consultoras, por meio do e-commerce, app Natura, nas lojas próprias ou nas franquias “Aqui tem Natura”. Para mais informações, visite www.natura.com.br  ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.

 

 

(Da redação com informação da Assessoria)

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Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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