A massa reggaeira se despede de Júnior Black

DJ Júnior Black, em 2012, no Kingston 777.
(foto: Vanessa Serra)

A massa reggaeira se despede de um dos personagens mais notáveis na história da “Jamaica Brasileira”. O DJ, pesquisador e produtor musical José Ribamar Santos, popularmente conhecido como Júnior Black, faleceu nesta quarta-feira (16), após anos de batalha contra complicações renais. O velório ocorre no Pax União (Centro), com sepultamento marcado para às 10h da manhã, de quinta-feira (17), no Cemitério Jardim da Paz.

Júnior Black começou sua carreira no lendário Pop Som, da Jordoa. Foi criador da “Black Power”, uma das mais famosas radiolas de reggae de São Luís. Garimpava discos em diversas viagens para a Jamaica e Londres, onde descobria os hits que agitavam as festas na fase clássica do Reggae no Maranhão. Foi proprietário do Bar Kingston 777.

Júnior Black, Maurício Capella e Léo Pedra, em algum baile de reggae em 1997. (foto: Arquivo Pessoal, Maurício Capella)

“Além dele ter sido uma pessoa de coração enorme, ajudou muita gente, ele foi uma das pessoas que tinham o “feeling” de saber quais músicas poderiam fazer sucesso e tocar no coração da massa reggaeira. Júnior Black, em suas viagens, foi responsável por trazer diversos sucessos. Até hoje, não há uma festa de Reggae no Maranhão que não haja influência direta dele”, ressaltou o DJ, técnico de som, e administrador Maurício Capella, um dos amigos que conviveu com ele desde os anos 80.

Djs Marcos Vinicius e Júnior Black entre amigos (foto: Arquivo Pessoal, Marcos Vinicius)

O jornalista, radialista e DJ Marcos Vinícius também se manifestou, e ao Diário de Bordo disse: “É uma tristeza muito grande. Pra mim, que já o conheço há muitos anos, sempre o considerei como um ícone do Reggae no Maranhão. Um dos meus primeiros discos de vinil (compactos) de reggae foi Júnior que me deu de presente na casa dele ( um apartamento em que ele morava no Anil, próximo ao antigo Jaguarema). Júnior Black foi meu parceiro de programas de rádio, assim que ele chegava da Jamaica, fazia questão de fazer o Reggae Point comigo na Mirante FM pra mostrar algumas novidades recém chegadas da Jamaica. Portanto, eu tive o privilégio de ter os primeiros contatos com os sucessos das Radiolas. Ele sempre será o “Homem Pedra”.

 

 

 

 

(DA REDAÇÃO, por Vanessa Serra)

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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